Neste final de semana, a minha mala foi uma mala – sem alça! Não só pra minha família, mas também para a companhia aérea GOL. Ela, a mala, se recusou solenemente em voltar para Marabá. Claro, ela sabe que o seu destino seria uma sacola plástica qualquer, em cima de um guardarroupa, aguentando calor e umidade amazônica por um longo tempo. Preferiu ficar no Aeroporto Internacional do Recife, vendo o movimento, e tals.
O problema é que na verdade, a minha mala - ou melhor, da minha mãe - não teve essa opção. Ela foi na realidade, negligenciada pela companhia aérea que erroneamente escolhemos. Esse não é um problema exclusivo das companhias aéreas brasileiras, lembro-me bem do filme “Entrando numa fria”, o final de semana já começa mal para o personagem do Ben Stiller quando a companhia aérea perde a sua mala, depois acaba trocando...só gerando problemas para ele.

Perder umazinha do Karl Lagerfeld, ninguém quer né?!
Conversando com amigos, e também gastando alguns minutos no aeroporto, vimos que esse problema não aconteceu só com a gente, pelo contrário, é muito comum, praticamente todo mundo já passou por uma situação dessas, ou no mínimo conhece alguém que sim. Pelo menos, estávamos em casa – há situações piores, como quando estamos no começo da viagem, ou quem vai para o interior e ainda tem que pegar outro transporte pra continuar sua viagem e chegar em casa.
Minha mãe, na última sexta-feira, chegou de viagem depois de um tempão em férias no Recife, e nem veio com tanta bagagem assim, ela só precisou embarcar uma mala laranja, de tamanho mediano, em fim, fácil de localizar. Chegando lá, ela era a última na área de desembarque, e não tinha mais nenhuma bagagem na esteira – nossa laranjinha não estava lá.
O funcionário, mas do que eficiente, disse com toda segurança do mundo que recebeu uma mensagem de que a bagagem tinha ficado em Recife - o pessoal esqueceu de embarca-la - e que podíamos ficar despreocupados porque no próximo voo, no sábado ao meio-dia, a nossa mala estaria aqui. Ele abriu um processo e nós fomos para casa, com um frio na barriga, e uma pulga atrás da orelha.
Sábado, pontualíssimos, chegamos cheios de confiança no aeroporto, quando recebemos um balde de água fria. A companhia, esqueceu (de novo!) de embarcar a bagagem !! Nos asseguraram que chegaria no próximo voo, no domingo, mas, já estávamos sem paciência alguma, não acreditamos neles e pedimos uma prova de que a mala ainda existia pelo menos ; nessa altura eu já até duvidava que ela estava na mesma galáxia que nós.
Eles não bateram a tal foto. Tivemos que voltar para casa com um pedido de desculpas e uma certeza de que nada estava certo ; com confirmações vazias, tivemos que engolir guela abaixo que a bagagem ficou mais uma vez no depósito deles e que “com certeza” estaria aqui no outro dia.
Domingo, continuando a nossa novela, não tínhamos nem coragem de pensar na hipótese de tudo não passar de uma mentira. Quem vem de férias, sempre traz souvenirs, roupas novas, e ainda mais vindo da casa da família. São objetos que tem, muitas vezes, mais valor sentimental do que monetário – já pensou o estresse de partir para os meios legais ?
Pois é, esse sentimento ficou pior quando fomos ao meio-dia, mais uma vez ao aeroporto, e chegando lá a mala não estava.
Desculpem-me, não estou sendo repetitiva por descaso meu, é que eles mais uma vez esqueceram de colocar, uma simples mala, em uma aeronave, e embarcar de Recife – Marabá. Pronto !! Até os funcionários da GOL estavam constrangidos, e tentavam ajudar, mas o estrago já tava feito. Eu nem tinha ido dessa vez, porque me faltam nervos para essas coisas... na verdade ninguém aguentava mais essa história. Não houve nem mais espaço para raiva, já estávamos aceitando tudo que eles diziam, porque se esperneando e gritando nada saiu do lugar, o jeito era aceitar tudo numa boa.
Aparentemente, funcionou. Um funcionário conhecido, buscou mais a fundo as informações, e quase tiraram a tal da foto para nós, porém nem havia mais necessidade, porque confirmaram que estavam embarcando a mala naquele momento. Não restava nada para a gente, além de acreditar. E no voo da noite, finalmente, reencontramos nossa mala, batendo recorde de sujeira – dessa vez eles capricharam nos “cuidados” - felizmente, nada veio quebrado ou faltando.
Agora me bateu uma dúvida, na próxima viajo abraçada com a mala, ou será que devo sair assim ??
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| Cenas do filme "Eurotrip" |




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