Eu estava em Recife no final do ano passado quando assisti ao trailer de Minúsculos: O Filme, no cinema. Me encantei na hora, mas sabia que como não estaria por lá tempo suficiente para ver, em Marabá é que não ia rolar mesmo.
Os cinemas da minha cidade, acredito, tem o seguinte lema: “+ pipoca e – conteúdo”. Nada contra os filmes pipoca – blockbusters – adoro (!), mas não faz mal também conferir na tela grande uns dramas e suspenses da vida, e eu me refiro aqui aos filmes de grandes distribuidoras, que concorrem ao Oscar, não quero nem forçar tanto a barra querendo ver os filmes indie.
Então as aventuras de uma joaninha e formiguinhas, digamos assim, não teriam a menor chance – ainda mais sendo um filme francês/belgo.
Daí o problema não era ver Minúsculos em casa. O problema é que o que mais me encantou no trailer do filme foi o fato da produção ser em 3D, e então logo imaginei que em casa, sem os efeitos, não ia ter a menor graça.
A primeira vez que assisti a um filme 3D nos cinemas, fiquei absolutamente apaixonada. Nada tira o brilho dos filmes sem essa tecnologia, só que uma magia a mais em alguns, caem muito bem!
Quando assisti Enrolados (2010), senti uma mistura de alegria e tristeza. Achei a animação maravilhosa, mas não queria piscar o olho e perder nem um segundo, porque achava que era uma oportunidade única para ver todos aqueles efeitos em três dimensões, e que eu poderia até ver mil vezes o filme em casa, mas nunca conseguiria ver de novo as lanterninhas voando para fora da tela.
Ledo engano. Em 2010, chegaram ao mercado nossas queridas televisões com uma novidade: capacidade para a tecnologia de três dimensões. Li um texto muito bom sobre isso na web:
Então as aventuras de uma joaninha e formiguinhas, digamos assim, não teriam a menor chance – ainda mais sendo um filme francês/belgo.
Daí o problema não era ver Minúsculos em casa. O problema é que o que mais me encantou no trailer do filme foi o fato da produção ser em 3D, e então logo imaginei que em casa, sem os efeitos, não ia ter a menor graça.
A primeira vez que assisti a um filme 3D nos cinemas, fiquei absolutamente apaixonada. Nada tira o brilho dos filmes sem essa tecnologia, só que uma magia a mais em alguns, caem muito bem!
Quando assisti Enrolados (2010), senti uma mistura de alegria e tristeza. Achei a animação maravilhosa, mas não queria piscar o olho e perder nem um segundo, porque achava que era uma oportunidade única para ver todos aqueles efeitos em três dimensões, e que eu poderia até ver mil vezes o filme em casa, mas nunca conseguiria ver de novo as lanterninhas voando para fora da tela.

Ledo engano. Em 2010, chegaram ao mercado nossas queridas televisões com uma novidade: capacidade para a tecnologia de três dimensões. Li um texto muito bom sobre isso na web:
“Televisões com 3D não são um tipo de televisão como muitas pessoas pensam. Elas são apenas TVs de alta definição que reproduzem conteúdos em 2D como todas as outras televisões. Ou seja, elas funcionam como qualquer HDTV ou TV comum. A diferença é que elas vêm com uma funcionalidade extra que permite que você também reproduza material em três dimensões .Em outras palavras, o 3D nada mais é que um recurso extra que pode vir numa HDTV. Na verdade, o 3D viveu o seu momento de auge e máximo hype em 2012. Desde o início de 2013, as marcas deixaram de investir tantos esforços de marketing ao redor dessa funcionalidade. O 3D acabou virando apenas mais um recurso estândar na maioria dos modelos de gama média para cima. E ele veio para ficar, apesar da quantidade relativamente baixa de programas, filmes e games em formato nativo disponível no mercado.Para usar esse recurso, além da TV compatível, você vai precisar de óculos especiais, um reprodutor (exemplo: Blu-ray com capacidade para reproduzir 3D) e um conteúdo (exemplo: disco Blu-ray do filme Vida de Pi (sic) em 3D). Muitas televisões atualmente fazem um grande trabalho criando efeitos tridimensionais de excelente qualidade, com imagens nítidas e bem definidas que criam uma sensação muito realista. Alguns modelos têm um desempenho parecido ao dos melhores cinemas 3D.”
Na verdade, um computador ou apenas uma mídia portátil conectada ao seu televisor já dão conta do serviço, contanto que o conteúdo seja em 3D, é só colocar os óculos e aproveitar!
Algumas vezes experimentei em casa um filminho em que a tela não é o limite, porém nada me encantou mais quanto assistir Minúsculos hoje. A paisagem real conseguiu se harmonizar perfeitamente com os desenhos (muito fofos por sinal) dos insetinhos – e principalmente ambos se encaixaram perfeitamente nos efeitos especiais.
Valeu a pena esperar por este filme. O roteiro é interessantíssimo e prende a atenção, mesmo com a inexistência de falas. Tudo está nas trocas de olhares e nos sons (que não faço ideia se são reais) dos bichinhos. Essa é uma animação muito delicada, bem diferente das que estamos acostumadas a ver, sem o humor comum aos desenhos, mas ainda sim conseguindo ser uma aventura além de divertida, muito bonita.
Ainda este ano, já tivemos diversas estreias de filmes 3D – Peter Pan e Perdidos em Martes são alguns dos mais recentes – e para provar que tem dessa tecnologia para todas as idades e gostos, um outro filme 3D, também francês e belgo, estreou em setembro aqui no Brasil. Ele se chama Love (2015) e foi uma das grandes polêmicas do Festival de Cannes deste ano, pois conta com uma proposta com jeitinho de piada pronta: um drama com muitas cenas de sexo, incluindo nú frontal, e tudo isso em 3D.
Esse filme eu não assisti, mas procurando na internet pelas críticas, em sua grande maioria negativas, achei uns pontos interessantes.
Segundo Bruno Carmelo, do site Adoro Cinema, “A propaganda em torno do filme despertou grande interesse dos jornalistas, que formaram uma fila de espera gigantesca para entrar na sala - a maior do festival até agora. Mas a sessão não produziu as reações imaginadas: apesar das cenas de sexo explícito e de alguns momentos marcantes, Love é menos chocante do que prometia, e também menos tosco do que alguns gostariam que fosse. Certos jornalistas abandonaram a sessão, outros vaiaram no final, mas o consenso aponta uma produção apenas mediana.”
Para um dos usuários do site “Foi muita mídia pra pouquíssimo filme. É uma história de amor que não empolga, não se emenda e não te faz se envolver com os personagens. O forte do filme, se é que pode se definir assim, é a ousadia de mostrar sexo explícito com história, com bem pouca história na verdade. Um "pornocult" como foi definido, ou seja, um péssimo pornô e um péssimo cult.”
Encontrei também uma crítica engraçada (e bem pesada!! Só para +18, viu?!) da Tati Bernardi. A Folha não permite copiar nem uma palavra do site, então quem quiser tem que conferir no link mesmo.
Na verdade, um computador ou apenas uma mídia portátil conectada ao seu televisor já dão conta do serviço, contanto que o conteúdo seja em 3D, é só colocar os óculos e aproveitar!
Algumas vezes experimentei em casa um filminho em que a tela não é o limite, porém nada me encantou mais quanto assistir Minúsculos hoje. A paisagem real conseguiu se harmonizar perfeitamente com os desenhos (muito fofos por sinal) dos insetinhos – e principalmente ambos se encaixaram perfeitamente nos efeitos especiais.
Valeu a pena esperar por este filme. O roteiro é interessantíssimo e prende a atenção, mesmo com a inexistência de falas. Tudo está nas trocas de olhares e nos sons (que não faço ideia se são reais) dos bichinhos. Essa é uma animação muito delicada, bem diferente das que estamos acostumadas a ver, sem o humor comum aos desenhos, mas ainda sim conseguindo ser uma aventura além de divertida, muito bonita.
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Ainda este ano, já tivemos diversas estreias de filmes 3D – Peter Pan e Perdidos em Martes são alguns dos mais recentes – e para provar que tem dessa tecnologia para todas as idades e gostos, um outro filme 3D, também francês e belgo, estreou em setembro aqui no Brasil. Ele se chama Love (2015) e foi uma das grandes polêmicas do Festival de Cannes deste ano, pois conta com uma proposta com jeitinho de piada pronta: um drama com muitas cenas de sexo, incluindo nú frontal, e tudo isso em 3D.
Esse filme eu não assisti, mas procurando na internet pelas críticas, em sua grande maioria negativas, achei uns pontos interessantes.
Segundo Bruno Carmelo, do site Adoro Cinema, “A propaganda em torno do filme despertou grande interesse dos jornalistas, que formaram uma fila de espera gigantesca para entrar na sala - a maior do festival até agora. Mas a sessão não produziu as reações imaginadas: apesar das cenas de sexo explícito e de alguns momentos marcantes, Love é menos chocante do que prometia, e também menos tosco do que alguns gostariam que fosse. Certos jornalistas abandonaram a sessão, outros vaiaram no final, mas o consenso aponta uma produção apenas mediana.”
Para um dos usuários do site “Foi muita mídia pra pouquíssimo filme. É uma história de amor que não empolga, não se emenda e não te faz se envolver com os personagens. O forte do filme, se é que pode se definir assim, é a ousadia de mostrar sexo explícito com história, com bem pouca história na verdade. Um "pornocult" como foi definido, ou seja, um péssimo pornô e um péssimo cult.”
Encontrei também uma crítica engraçada (e bem pesada!! Só para +18, viu?!) da Tati Bernardi. A Folha não permite copiar nem uma palavra do site, então quem quiser tem que conferir no link mesmo.
Para quem tá afim de conferir um filme com efeito 3D, mas não tá muito seguro se vai fazer um bom negócio, vou deixar aqui algumas dicas. Para aproveitar ao máximo a experiência, me corta o coração dizer isso, mas... recomendo assistir dublado: as legendas atrapalham e pior ainda quando não estão bem sincronizadas ou posicionadas – o que varia entre cinemas e até mesmo entre suas diferentes salas; e também acho que os desenhos ainda conseguem ser os melhores em explorar os efeitos que essa tecnologia fornece – apesar dos grandes avanços que os filmes com atores reais alcançaram. E para checar se além do filme ser bom, qual versão entre 2D ou 3D escolher, é só dar uma pesquisada na internet pela crítica do filme – sempre quando estreia um filme com as duas opções, os críticos avisam se vale o ingresso mais caro, ou não.
Enfim, as tevês estão vindo com tudo no mercado, cheias de paranauês para nos fornecer a melhor experiência possível, para vermos o que diabos der na telha. Para mim, nada tira a emoção de tá no cinema, seja o filme em 2D ou 3D, amo e é uma verdadeira arte. Mas como diz aquele ditado, quem não tem cão, caça com gato... e afinal, não é nada mal ter um pouquinho a mais de magia dentro da nossa telinha também, né?!
Enfim, as tevês estão vindo com tudo no mercado, cheias de paranauês para nos fornecer a melhor experiência possível, para vermos o que diabos der na telha. Para mim, nada tira a emoção de tá no cinema, seja o filme em 2D ou 3D, amo e é uma verdadeira arte. Mas como diz aquele ditado, quem não tem cão, caça com gato... e afinal, não é nada mal ter um pouquinho a mais de magia dentro da nossa telinha também, né?!

Muito legal Camila. Obrigada pelas dicas!
ResponderEliminarEu que agradeço, Jéssica!! ;D
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