Não sei se já deu para notar, mas eu sofro de um mal (ou não), de falta de objetividade na hora de escrever( e de falar também)
Muito dificilmente consigo ir direto ao ponto. Eu tenho a sensação terrível de que o outro só conseguirá compreender o meu ponto de vista, se ele tiver uma introdução, desenvolvimento e só então uma conclusão da história. Sem poupar detalhes, claro.
Se uma jarra de leite cai no chão e quebra, eu acho ainda pior ser obrigada a dizer simplesmente: “Caiu,quebrou.” . Impossível para mim. Eu tenho que explicar que eu estava na cozinha, fazendo tal coisa, aí o telefone tocou, tive que atender, o fio do telefone enrolou....a mão bateu no copo...e por aí vai, até 10 minutos depois falar que o negócio caiu, e quebrou.
Sinto que em toda a construção de diálogo, um ponto se liga com vários outros, e o assunto vai tomando proporções enormes, e vai ficando totalmente diferente do argumento inicial. É aí que entra um raciocínio matemático brilhante:
As árvores matemáticas.
Eu sou louca por elas. Uso o tempo todo no meu dia a dia, para estudar, para conversar, para aprimorar a memória(...). Tive um contato maior com elas, durante o meu estudo na faculdade de computação, no entanto nos colégios todos já conheceram essas árvores: na matemática, biologia...
Elas são muito úteis para organizarmos os pensamentos, um ponto se liga ao outro, podendo assim sempre avançarmos sem nunca perder o “fio da meada”, voltando sempre que preciso a um ponto anterior. Não precisa de decoreba, se você entende algo fácil, descobre uma forma de memorizar e aí vai ficar difícil esquecer o resto.
Sem exemplos não dá pra entender nada :
As campanhas políticas, ou o comercial de uma loja, usam uma música da moda, ou um jingle bem chiclete, aí não tem como a gente esquecer o número do candidato ou o telefone.
No Facebook, Júnior tem a Ana de amiga, a Ana tem o João, daí o face presume que o João pode conhecer o Júnior. E por aí vai. O site de vídeos Youtube explora ainda mais esse recurso.

Olhem esse poema, conseguem ver uma árvore aí?
QUADRILHA
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade ANDRADE, C. D. Nova reunião. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1985.
Voltando (antes que eu me perca nessa árvore que construi), eu quis nesse texto mostrar que a técnica das árvores, pode ser usado na construção de textos. Se você procura objetividade, fuja delas, mas se for como eu, que adora se estender na prosa, esse raciocínio é ótimo para encaixar tudo o que quer falar sem se perder e ainda construir um história ao mesmo tempo.
É melhor eu encerrar por aqui, se não me empolgo e já vou puxar outro assunto com os fiozinhos soltos que sempre sobram, e aí não termino nunca esse papo.




Adorei seu texto amiga!! Super me identifiquei, sou assim tbm! Muitas vezes as pessoas tem que me falar: "Auara, fala logo o que você quer, para de enrolar!" :( Mas eu gosto de ser assim, adoro os detalhes! ^^
ResponderEliminarVocê escreve muito bem! Parabéns pela iniciativa do blog! Já virei fã! Beijão e Abraço
Sim,amiga, os detalhes é que são o charme!!haha
ResponderEliminarMuito obrigada,querida!Amei o seu comentário!! Beijão!! <3